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Quando falamos em performance no endurance, especialmente em provas longas como o UCI Granfondo, não é apenas sobre força ou potência.
O que faz diferença é como o atleta gerencia energia, absorção e tolerância gastrointestinal durante horas de esforço contínuo.
A nutrição quando bem periodizada não só sustenta o ritmo, mas impede quedas bruscas de performance.
E foi exatamente isso que trabalhamos na preparação do Rafael.
Aqui, duas estratégias foram determinantes:
✔️ Gut Training para suportar altas cargas de carboidrato sem desconforto.
✔️ Carb-loading, com volumes elevados para garantir estoque total de glicogênio.
Ao contrário do que muitos pensam, performance não depende apenas do músculo — depende do sistema digestivo funcionar perfeitamente durante o esforço.
Gut Training: treinar o intestino para absorver mais e melhor!
Com base nas referências de Asker Jeukendrup, aplicamos um protocolo de gut training progressivo, saindo de 90 g/h e chegando até 140 g/h, combinando glicose + frutose para maximizar absorção.
O que isso gerou:
✔️ Aumento significativo da tolerância intestinal
✔️ Melhor utilização dos transportadores SGLT1 + GLUT5
✔️ Zero desconforto gástrico
✔️ Energia estável durante toda a prova
Aplicação prática: usamos EnergyGel em garrafinha para facilitar a tomada + C90 com HydraFour diluídos na segunda garrafa nos treinos longos, simulando exatamente o que seria usado na prova.
Depoimento do atleta (experiência durante a prova)
“E o mais interessante é que, no relato do próprio Rafael, a estratégia fez muita diferença na prática. Ele contou que não esperava esse desempenho, que conseguiu sustentar quase 41 km/h até os 90 km de prova e que, mesmo largando com dor de garganta, executou a suplementação exatamente como treinado: sem cólicas, sem desconforto e com digestão perfeita.
Ele finalizou a garrafinha de carboidrato com 2h10 de prova e, a partir daí, manteve a estratégia apenas com os géis até o final.
No fim, entregou 2h54 — 15 minutos abaixo da previsão do treinador. Como ele mesmo disse: ‘jamais imaginava essa vaga’.”
Carb-Loading: abastecer sem pesar:
O segundo ponto-chave foi o carb-loading, uma das ferramentas mais bem fundamentadas na literatura de endurance.
Protocolamos:
✔️ 12 g/kg nas 48h antes da prova
✔️ 8 g/kg nas 24h finais
Com foco absoluto em:
✔️ digestibilidade
✔️ leveza
✔️ máximo estoque de glicogênio
✔️ nenhum desconforto gastrointestinal
O resultado foi um atleta que largou leve, cheio de energia e sem nenhum sintoma gástrico, mesmo com ingestões altas no percurso.
Como isso se traduziu em RESULTADO no UCI Granfondo?
A performance do Rafael foi excepcional:
✔️ Chegou apenas 4 minutos atrás do primeiro colocado da categoria (40–44)
✔️ Terminou 15 minutos mais rápido que a previsão do treinador (3h08 → 2h54)
✔️ Fechou a prova com 38,3 km/h de média
✔️ Sustentou quase 41 km/h até os 90 km
✔️ Classificado para o Mundial no Japão 🇯🇵
Nada disso é sorte. É preparação, adaptação e estratégia nutricional aplicada com precisão.
Conclusão:
Performance em provas longas não acontece no dia da competição.
Ela é construída com estratégia, testes, adaptação e constância.
O Rafael chegou ao UCI Granfondo não só fisicamente pronto — mas nutricionalmente preparado para entregar tudo o que treinou.
Quando combinamos técnicas de nutrição de endurance bem aplicadas com suplementação de qualidade, como a linha de performance da Fourlab, o atleta não apenas compete…
ele evolui, supera previsões e alcança resultados que antes pareciam distantes.
Texto escrito por Lucas Mendonça | Nutricionista Esportivo CRN10 13423

