Treinamento – FourLab Nutrition – Blog https://fourlabnutrition.com.br Site da FourLab Nutrition Tue, 05 May 2026 20:26:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://fourlabnutrition.com.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-WhatsApp-Image-2025-06-10-at-08.38.38-32x32.jpeg Treinamento – FourLab Nutrition – Blog https://fourlabnutrition.com.br 32 32 Gut Training e Carb-Loading: as estratégias que levaram o Rafael a performar no UCI Granfondo – e conquistar vaga para o Mundial no Japão! https://fourlabnutrition.com.br/gut-training-e-carb-loading-as-estrategias-que-levaram-o-rafael-a-performar-no-uci-granfondo-e-conquistar-vaga-para-o-mundial-no-japao/ https://fourlabnutrition.com.br/gut-training-e-carb-loading-as-estrategias-que-levaram-o-rafael-a-performar-no-uci-granfondo-e-conquistar-vaga-para-o-mundial-no-japao/#respond Tue, 05 May 2026 20:26:33 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=2531 Quando falamos em performance no endurance, especialmente em provas longas como o UCI Granfondo, não é apenas sobre força ou potência.
O que faz diferença é como o atleta gerencia energia, absorção e tolerância gastrointestinal durante horas de esforço contínuo.

A nutrição quando bem periodizada não só sustenta o ritmo, mas impede quedas bruscas de performance.
E foi exatamente isso que trabalhamos na preparação do Rafael.

Aqui, duas estratégias foram determinantes:

✔ Gut Training para suportar altas cargas de carboidrato sem desconforto.
✔ Carb-loading, com volumes elevados para garantir estoque total de glicogênio.

Ao contrário do que muitos pensam, performance não depende apenas do músculo — depende do sistema digestivo funcionar perfeitamente durante o esforço.

Gut Training: treinar o intestino para absorver mais e melhor!

Com base nas referências de Asker Jeukendrup, aplicamos um protocolo de gut training progressivo, saindo de 90 g/h e chegando até 140 g/h, combinando glicose + frutose para maximizar absorção.

O que isso gerou:

✔ Aumento significativo da tolerância intestinal
✔ Melhor utilização dos transportadores SGLT1 + GLUT5
✔ Zero desconforto gástrico
✔ Energia estável durante toda a prova

Aplicação prática: usamos EnergyGel em garrafinha para facilitar a tomada + C90 com HydraFour diluídos na segunda garrafa nos treinos longos, simulando exatamente o que seria usado na prova.

Depoimento do atleta (experiência durante a prova)

“E o mais interessante é que, no relato do próprio Rafael, a estratégia fez muita diferença na prática. Ele contou que não esperava esse desempenho, que conseguiu sustentar quase 41 km/h até os 90 km de prova e que, mesmo largando com dor de garganta, executou a suplementação exatamente como treinado: sem cólicas, sem desconforto e com digestão perfeita.

Ele finalizou a garrafinha de carboidrato com 2h10 de prova e, a partir daí, manteve a estratégia apenas com os géis até o final.

No fim, entregou 2h54 — 15 minutos abaixo da previsão do treinador. Como ele mesmo disse: ‘jamais imaginava essa vaga’.”

Carb-Loading: abastecer sem pesar:

O segundo ponto-chave foi o carb-loading, uma das ferramentas mais bem fundamentadas na literatura de endurance.

Protocolamos:

✔ 12 g/kg nas 48h antes da prova
✔ 8 g/kg nas 24h finais

Com foco absoluto em:

✔ digestibilidade
✔ leveza
✔ máximo estoque de glicogênio
✔ nenhum desconforto gastrointestinal

O resultado foi um atleta que largou leve, cheio de energia e sem nenhum sintoma gástrico, mesmo com ingestões altas no percurso.

Como isso se traduziu em RESULTADO no UCI Granfondo?

A performance do Rafael foi excepcional:

✔ Chegou apenas 4 minutos atrás do primeiro colocado da categoria (40–44)
✔ Terminou 15 minutos mais rápido que a previsão do treinador (3h08 → 2h54)
✔ Fechou a prova com 38,3 km/h de média
✔ Sustentou quase 41 km/h até os 90 km
✔ Classificado para o Mundial no Japão 🇯🇵

Nada disso é sorte. É preparação, adaptação e estratégia nutricional aplicada com precisão.

Conclusão:

Performance em provas longas não acontece no dia da competição.
Ela é construída com estratégia, testes, adaptação e constância.

O Rafael chegou ao UCI Granfondo não só fisicamente pronto — mas nutricionalmente preparado para entregar tudo o que treinou.

Quando combinamos técnicas de nutrição de endurance bem aplicadas com suplementação de qualidade, como a linha de performance da Fourlab, o atleta não apenas compete…
ele evolui, supera previsões e alcança resultados que antes pareciam distantes.

Texto escrito por Lucas Mendonça | Nutricionista Esportivo CRN10 13423

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Você se preocupa tanto com o pré-prova… mas esquece do dia seguinte https://fourlabnutrition.com.br/voce-se-preocupa-tanto-com-o-pre-prova-mas-esquece-do-dia-seguinte/ https://fourlabnutrition.com.br/voce-se-preocupa-tanto-com-o-pre-prova-mas-esquece-do-dia-seguinte/#respond Fri, 20 Mar 2026 02:18:24 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=2520 Vamos ser sinceros:
Quando uma prova ou um longão importante se aproxima, você pensa em tudo:

✔ Quanto carboidrato vai consumir
✔ Qual gel usar
✔ Se precisa de cafeína
✔ Como vai fazer o carb-load

Mas me responde uma coisa:

E o que você faz nas 24 horas depois da prova?

A maioria dos atletas simplesmente relaxa. Come qualquer coisa, bebe pouca água, não pensa em eletrólitos e não presta atenção no carboidrato.

E aí, dois dias depois, reclama que o treino “não encaixou”.

A recuperação é parte da estratégia de performance. Não é opcional.

O que acontece no seu corpo depois de uma prova longa?

Quando você termina um esforço prolongado ou intenso, seu corpo está:

✔ Com os estoques de glicogênio reduzidos
✔ Com perda de líquidos
✔ Com perda de eletrólitos
✔ Com alterações temporárias na função imune

Ou seja, você terminou forte, mas metabolicamente está “esvaziado”.

E aqui entra o ponto mais importante:
Se o glicogênio não for restaurado, a próxima sessão de treino já começa comprometida.

A prioridade número um: repor glicogênio

O glicogênio muscular é um dos principais fatores que limitam o desempenho em exercícios prolongados.

Se você tem outro treino nas próximas 24 horas — ou está em competição com dias consecutivos — a recomendação é clara:

👉 Consumir cerca de 1 a 1,2g de carboidrato por kg de peso corporal por hora nas primeiras horas após o exercício. Isso acelera a ressíntese de glicogênio.

Se o intervalo até o próximo treino for maior, o foco passa a ser garantir ingestão adequada de carboidrato ao longo do dia.

“Mas eu já comi proteína…”

Ótimo. A proteína é importante. Ela ajuda na reparação muscular e na síntese proteica.

As diretrizes sugerem algo em torno de 20 a 25g de proteína de alta qualidade nas primeiras horas pós-exercício, idealmente combinada com carboidrato.

Mas aqui está um erro comum. Muitos atletas aumentam proteína e reduzem carboidrato. E isso não funciona.

A proteína não substitui o carboidrato na reposição de glicogênio. Se o carboidrato for insuficiente, a recuperação energética será incompleta.

E a imunidade?

Esforços prolongados podem alterar temporariamente a função imunológica.

Um ponto interessante destacado nas diretrizes é que o consumo adequado de carboidrato — durante e após o exercício — está associado a menor perturbação da função imune.

Ou seja, carboidrato não é só energia para correr. Também é suporte fisiológico.

Hidratação não termina na linha de chegada

Você perdeu líquido. Você perdeu sódio. A reposição hídrica precisa ser estratégica.

A recomendação é ingerir aproximadamente 150% do peso corporal perdido nas horas seguintes.

Perdeu 1kg durante a prova?
A meta é cerca de 1,5L ao longo da recuperação.

E não é só água. A presença de sódio ajuda na retenção de líquidos e na restauração do equilíbrio eletrolítico. Beber apenas água pode não ser suficiente.

E os micronutrientes?

As diretrizes não defendem megadoses pós-prova. Mas deixam claro que o atleta precisa manter ingestão adequada de micronutrientes ao longo do tempo — especialmente aqueles envolvidos em:

✔ Metabolismo energético
✔ Contração muscular
✔ Função imune

Ou seja, a recuperação não é só macro. É consistência nutricional.

O erro não é o pré-prova

Não me entenda mal. O pré-prova é importante. Mas performance sustentável exige pensar no ciclo completo.

A prova termina. Mas a adaptação continua.

Você pode ter feito a melhor estratégia antes da largada. Mas se ignorar as 24 horas seguintes, está comprometendo o próximo treino. E o próximo. E o próximo.

Performance é continuidade.

Se você quer evoluir de verdade, precisa entender:

Você não constrói desempenho apenas no esforço. Você constrói desempenho na recuperação com:

✔ Reposição adequada de carboidrato.
✔ Proteína bem distribuída.
✔ Reidratação estratégica.
✔ Equilíbrio nutricional consistente.

O pré-prova até chama atenção, mas o que continua construindo o atleta é o pós-prova.

Texto escrito por Lucas Mendonça | Nutricionista Esportivo CRN10 13423

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Estabelecimento de metas no esporte: como dar direção ao treino e manter a motivação https://fourlabnutrition.com.br/estabelecimento-de-metas-no-esporte-como-dar-direcao-ao-treino-e-manter-a-motivacao/ https://fourlabnutrition.com.br/estabelecimento-de-metas-no-esporte-como-dar-direcao-ao-treino-e-manter-a-motivacao/#respond Mon, 09 Feb 2026 21:38:13 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=2515 “Se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.”

Essa frase, popularizada em Alice no País das Maravilhas, aparece com frequência quando falamos de metas, e não é por acaso. No esporte, treinar sem uma direção clara costuma gerar exatamente isso: esforço, cansaço e, muitas vezes, frustração. E não porque você não se dedica. Na maioria das vezes, o problema está na falta de organização do objetivo.

Como triatleta, eu já vivi isso na pele. E como psicóloga do esporte, vejo esse cenário se repetir constantemente. Você treina, segue planilha, se compromete, mas sente que algo não encaixa. Falta clareza. Falta sentido.

Na psicologia do esporte, o estabelecimento de metas não é um detalhe motivacional bonito. É uma ferramenta central de autorregulação. É o que ajuda você a organizar o foco, sustentar a disciplina e dar sentido ao processo de treino ao longo do tempo.

E aqui vai um ponto importante: nem toda meta ajuda. Algumas, inclusive, atrapalham.

Por que estabelecer metas no esporte faz tanta diferença?

Eu gosto de pensar nas metas como um GPS. Elas orientam decisões do dia a dia, desde ir treinar em um dia difícil até saber onde colocar sua energia mental durante uma prova.

Weinberg e Gould no livro “Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício” mostram que metas bem estruturadas te ajudam a direcionar a atenção para o que realmente importa, persistir mais diante das dificuldades, acompanhar o próprio progresso e sustentar a motivação ao longo do tempo.

O problema é que muita gente trabalha com metas vagas, como “quero melhorar” ou “quero ir bem na prova”. Outros colocam todas as fichas em fatores externos, como “quero subir no pódio”.

Quando isso acontece, a motivação oscila e a sensação de controle diminui. É nesse ponto que entram dois aspectos fundamentais: o tipo de meta que você escolhe e a forma como essa meta é construída.

Tipos de metas no esporte: resultado, desempenho e processo

Na psicologia do esporte, falamos basicamente de três tipos de metas. Entender essa diferença muda completamente a forma como você treina e compete.

Metas de resultado: quando o foco sai do seu controle

As metas de resultado estão ligadas ao desfecho final, vencer a prova, subir no pódio, ganhar do adversário. Elas podem existir, mas têm um limite claro: não dependem só de você. Clima, percurso, nível dos adversários e imprevistos influenciam diretamente.

Quando o foco fica apenas nisso, a ansiedade costuma aumentar e a sensação de controle diminui.

Metas de desempenho: acompanhando sua evolução na prática

As metas de desempenho olham para indicadores mensuráveis da sua performance, como tempo, pace, potência, constância ou eficiência técnica. Aqui, você já tem muito mais controle e consegue avaliar evolução real, independentemente da colocação final.

Metas de processo: o que sustenta foco, concentração e constância

As metas de processo são, quase sempre, as mais subestimadas e também as mais poderosas. Elas dizem respeito ao como você faz: postura, respiração, foco, cadência, estratégia mental, tomada de decisão.

São essas metas que mantêm você no presente. E isso faz toda a diferença para reduzir ansiedade, aumentar concentração e facilitar o estado de flow. Na prática, atletas mais consistentes combinam os três tipos de meta, mas organizam o foco diário principalmente nas metas de processo.

Metas SMART no esporte: como transformar objetivos em ação

Talvez você já tenha ouvido falar em metas SMART, mas sem entender exatamente o que isso significa. SMART é uma sigla em inglês, e cada letra representa uma característica importante para que uma meta realmente funcione no esporte.

O S, de Specific, lembra que a meta precisa ser específica. Em vez de algo genérico, você sabe exatamente o que quer melhorar, em que contexto e de que forma. Quanto mais clara a meta, mais fácil direcionar o treino.

O M, de Measurable, indica que a meta precisa ser mensurável. Tempo, pace, potência, frequência de treino ou consistência. Quando você consegue acompanhar o progresso, mesmo que pequeno, a motivação tende a se manter mais estável.

O A, de Achievable, pode ser entendido como atingível, mas também ajustável. O processo não é linear, e metas muito rígidas costumam gerar frustração. Ajustar não é fracassar, é ler o processo com maturidade.

O R, de Realistic, fala de realidade. Realista não significa fácil. Significa possível dentro da sua condição atual. Metas muito distantes do seu momento costumam gerar mais cobrança do que engajamento.

E o T, de Time-bound, lembra que a meta precisa ter prazo. O tempo ajuda a organizar o caminho, distribuir esforço e avaliar se você está indo na direção certa.

No esporte, metas que não seguem essa lógica raramente sustentam o treino. Metas irreais não motivam, elas desgastam. O que aparece com frequência é frustração, queda de confiança e, em alguns casos, abandono do plano.

Por isso, dividir metas de longo prazo em etapas menores de curto e médio prazo não é apenas organização prática. É estratégia psicológica. Cada pequena conquista reforça a sensação de competência e ajuda você a seguir consistente.

Motivação no esporte: diferença entre motivação intrínseca e extrínseca

Não tem como falar de metas sem falar de motivação. Eu costumo pensar na motivação como combustível. A motivação extrínseca ajuda a sair do lugar, mas acaba rápido. A motivação intrínseca é o que sustenta a viagem quando o treino aperta.

Motivação é o que te impulsiona a agir, sustentar o esforço e continuar mesmo diante das dificuldades.

A motivação intrínseca vem de dentro. Está ligada ao prazer da prática, ao desafio pessoal, à sensação de crescimento e aprendizado. É o que faz você continuar treinando mesmo quando não há prova próxima ou reconhecimento imediato.

A motivação extrínseca vem de fora, medalhas, prêmios, reconhecimento, validação. Ela pode ajudar em momentos específicos, mas não se sustenta sozinha no longo prazo, porque depende de fatores que nem sempre estão sob seu controle.

Por que a motivação intrínseca sustenta o treino no longo prazo

Quando suas metas se apoiam apenas em recompensas externas, a oscilação emocional costuma ser grande. Quando o resultado não vem, a motivação cai junto.

Em contrapartida, metas alinhadas à motivação intrínseca favorecem mais engajamento com o processo, mais facilidade para lidar com erros e frustrações, maior chance de entrar em estado de flow e uma relação mais saudável com o esporte.

Isso não significa ignorar resultados. Significa não depender exclusivamente deles para se sentir competente ou motivado.

Estabelecer metas não é só chegar lá, é sustentar o caminho

No dia a dia de quem pedala, corre ou faz triathlon, metas bem estabelecidas funcionam como um filtro. Elas ajudam você a decidir onde colocar energia, quando insistir e quando ajustar.

Registrar metas, revisitá-las com frequência e avaliá-las com honestidade faz parte do processo. Metas não são contratos rígidos, são instrumentos vivos, que acompanham a sua evolução.

No fim das contas, estabelecer metas é menos sobre controlar o futuro e mais sobre organizar o presente. Quando bem feitas, elas reduzem o ruído mental, aumentam a clareza e ajudam você a sustentar algo fundamental para a performance: constância.

Treinar duro é importante.
Treinar com direção muda tudo.

Texto escrito por Paula Figueira | Psicanalista, especialista em psicologia esportiva e triatleta amadora há 11 anos.

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Performance e Propósito: Nutrição Esportiva Sustentável para Atletas e o Planeta https://fourlabnutrition.com.br/performance-e-proposito-nutricao-esportiva-sustentavel-para-atletas-e-o-planeta/ https://fourlabnutrition.com.br/performance-e-proposito-nutricao-esportiva-sustentavel-para-atletas-e-o-planeta/#respond Mon, 05 Jan 2026 02:42:33 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=2486 No cenário competitivo do esporte de alta performance, a busca incessante por otimização do rendimento atlético é uma constante. Contudo, uma nova e crucial dimensão tem ganhado destaque: a sustentabilidade na nutrição esportiva. Este conceito desafia atletas, treinadores e profissionais da saúde a conciliarem a excelência física com a responsabilidade ambiental, reconhecendo que as escolhas alimentares e de suplementação têm um impacto que transcende o corpo do atleta, alcançando o planeta.

Este artigo aprofundará na definição e nos princípios da nutrição esportiva sustentável, explorando como atletas podem integrar práticas ambientalmente responsáveis em suas rotinas, sem comprometer seus objetivos de desempenho. Abordaremos desde a seleção de alimentos até a escolha de suplementos e embalagens, sempre com o respaldo de pesquisas científicas e exemplos práticos, destacando como a FourLab se alinha a essa visão.

1. Nutrição Sustentável: Uma Visão Abrangente para o Atleta

Uma alimentação sustentável é caracterizada por seu baixo impacto ambiental, protegendo a biodiversidade e os ecossistemas. Ela deve ser culturalmente aceitável, acessível, segura, nutricionalmente adequada e economicamente justa, contribuindo para a segurança alimentar e para a construção de hábitos de vida saudáveis para as gerações presentes e futuras. No contexto esportivo, essa definição ganha uma relevância ainda maior, pois a demanda energética e nutricional dos atletas é significativamente elevada.

Historicamente, a prioridade nas escolhas alimentares dos atletas esteve quase que exclusivamente ligada ao objetivo de maximizar o rendimento, muitas vezes sem uma preocupação explícita com o impacto ambiental. No entanto, a crescente conscientização sobre as mudanças climáticas e a degradação ambiental tem impulsionado uma reavaliação dessas práticas. A nutrição esportiva sustentável busca, portanto, harmonizar a performance de ponta com a preservação do meio ambiente, reconhecendo que a saúde do atleta e a saúde do planeta estão intrinsecamente conectadas.

2. O Campo Emergente: Conciliando Performance e Consciência Ambiental

A integração da sustentabilidade na nutrição esportiva é um campo em plena evolução. Embora ainda haja um número limitado de estudos que analisam de forma conjunta o impacto das escolhas alimentares e de suplementos tanto na performance atlética quanto no meio ambiente, a urgência de explorar essa área é inegável. A alta ingestão calórica e a necessidade de nutrientes específicos para atletas, especialmente os de endurance, frequentemente resultam em um consumo considerável de alimentos embalados, bebidas engarrafadas e uma logística que envolve transporte e descarte. Esses fatores ressaltam a importância de buscar formas mais sustentáveis de gerenciar os recursos.

A boa notícia é que a mudança já está em curso. Organizadores de eventos esportivos e atletas estão cada vez mais atentos a essas questões. Um exemplo inspirador é a corrida de montanha El Cruce, que inovou ao proibir o uso de sachês de gel descartáveis e incentivar a utilização de embalagens reutilizáveis. Essa iniciativa demonstra que a conscientização está crescendo e que é possível implementar práticas mais sustentáveis sem comprometer a experiência ou a segurança dos atletas.

3. Estratégias Práticas para uma Nutrição Esportiva Mais Verde

A transição para uma nutrição esportiva mais sustentável envolve escolhas conscientes em diversas esferas, desde o prato do atleta até a embalagem de seus suplementos.

3.1. Priorizando Alimentos de Baixo Impacto Ambiental

A dieta do atleta pode ser um poderoso catalisador de mudança ambiental. A substituição de proteínas animais por alternativas vegetais, como leguminosas, nozes, sementes e produtos à base de soja, pode reduzir significativamente a pegada de carbono associada à produção de alimentos. A pecuária, por exemplo, é uma das maiores contribuintes para as emissões de gases de efeito estufa e o consumo de água (Poore & Nemecek, 2018).

Além disso, a preferência por alimentos orgânicos e de produção local minimiza o uso de pesticidas, fertilizantes sintéticos e o impacto ambiental do transporte, que contribui para as emissões de carbono. Escolher frutas e vegetais da estação, cultivados em sua região, não só apoia a economia local, mas também reduz a energia necessária para o armazenamento e transporte de alimentos (Heard, 2020).

Essa abordagem não apenas beneficia o planeta, mas também o atleta. Dietas com maior proporção de alimentos vegetais são frequentemente associadas a um menor risco de doenças crônicas, maior ingestão de fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, o que pode resultar em um atleta com mais bem-estar, disposição e uma saúde geral aprimorada (Rogerson, 2017).

3.2. Gerenciamento Nutricional e Redução de Resíduos

O manejo nutricional na prática pode ser um grande aliado da sustentabilidade. A quantidade de embalagens descartáveis geradas em eventos esportivos e na rotina de treinamento é considerável. Um exemplo prático e eficaz é a forma como os géis energéticos são consumidos. Em vez de utilizar múltiplos sachês descartáveis, a prática de transferir o gel para um recipiente reutilizável, como uma garrafinha com bico dosador, oferece benefícios duplos:

  • Eficiência para o Atleta: A garrafinha permite misturar o gel com água, facilitando a ingestão e a hidratação contínua durante o exercício, ao contrário do sachê que exige água separada. Além disso, oferece controle da dosagem, permitindo diluir o gel conforme a necessidade e ajustando a ingestão de carboidratos, enquanto o sachê possui dose fixa. A facilidade de consumo em movimento, sem interrupções, é um diferencial importante para a performance.
  • Sustentabilidade para o Planeta: Uma garrafinha recarregável diminui drasticamente o lixo plástico gerado por sachês. A produção de uma garrafinha tem um impacto ambiental muito menor do que a de milhares de sachês, e essa prática promove o reuso e um mindset de consumo consciente.

4. Carboidratos: A Base da Performance e um Aliado da Sustentabilidade

Para atletas de endurance, os carboidratos são a principal fonte de energia. As diretrizes de organizações como o American College of Sports Medicine (ACSM), a Academy of Nutrition and Dietetics e a Dietitians of Canada são claras: a ingestão de carboidratos deve ser individualizada com base na demanda energética e na intensidade do treinamento. Recomendações variam de 5 a 7 gramas por quilo de peso corporal por dia para treinos moderados, até 8 a 12 gramas por quilo de peso corporal por dia para treinamentos extremos ou eventos de ultra-endurance (Burke et al., 2011).

A boa notícia é que essa dieta rica em carboidratos, fundamental para garantir o glicogênio necessário para treinos longos e intensos, otimizando a performance e a recuperação, também é inerentemente mais sustentável. A maioria das fontes de carboidratos, como grãos, frutas, vegetais e leguminosas, possui uma pegada ambiental significativamente menor em comparação com as fontes de proteína animal (Poore & Nemecek, 2018). Ao priorizar carboidratos de origem vegetal, o atleta contribui diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa, a conservação de recursos hídricos e a preservação de ecossistemas.

5. Benefícios Duplos: Para o Atleta e Para o Planeta

A integração da sustentabilidade na nutrição esportiva cria uma poderosa sinergia, onde o que é bom para o desempenho do atleta é igualmente benéfico para o meio ambiente.

  • Performance Otimizada: Uma dieta rica em carboidratos e nutrientes de qualidade garante a energia necessária para treinos e competições, melhorando o rendimento e a recuperação.
  • Saúde e Bem-Estar Aprimorados: Dietas com maior proporção de alimentos vegetais são associadas a um menor risco de doenças crônicas, maior ingestão de fibras, vitaminas e minerais, promovendo uma sensação geral de bem-estar e longevidade atlética.
  • Redução da Pegada Ambiental: Escolhas alimentares e de suplementação conscientes contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa, conservação de recursos hídricos e preservação de ecossistemas.
  • Flexibilidade Dietética: Não se trata de eliminar completamente a proteína animal, mas de repensar as proporções e explorar fontes de proteína vegetal (leguminosas, tofu, seitan, etc.) para complementar a dieta e garantir todos os nutrientes, sem comprometer a ingestão proteica necessária para a recuperação e o crescimento muscular (Rogerson, 2017).

Conclusão

A frase “Coma como se pudesse salvar o planeta e vencer!” encapsula perfeitamente a essência da nutrição esportiva sustentável. É uma forma tangível de cada indivíduo contribuir para um futuro mais sustentável, sem comprometer seus objetivos esportivos. A integração da ciência do esporte com a sustentabilidade pode, de fato, criar um modelo de nutrição que beneficia a saúde dos atletas e do planeta.

Ao fazer escolhas conscientes sobre o que comemos e como consumimos nossos suplementos, estamos não apenas investindo em nossa própria performance e bem-estar, mas também contribuindo ativamente para um futuro mais verde. A sustentabilidade na nutrição esportiva não é uma tendência passageira; é o caminho para uma performance duradoura e um planeta saudável.

A FourLab Nutrition entende essa necessidade crescente e oferece soluções que apoiam tanto a performance quanto a sustentabilidade. Nossos produtos em formato refil, como o ENERGY GEL – Refil, C90 (1:0,8) e HydraFour, são exemplos de como é possível otimizar sua nutrição esportiva enquanto minimiza o impacto ambiental. Ao optar por esses formatos, você reduz o descarte de embalagens individuais, contribuindo para um consumo mais consciente e alinhado com os princípios da sustentabilidade. Invista na sua performance e no futuro do planeta com as escolhas inteligentes da FourLab Nutrition.

Referências

  • Burke, L. M., Hawley, J. A., Wong, S. H. S., & Jeukendrup, A. E. (2011). Carbohydrates for training and competition: perspectives for the athlete. Journal of Sports Sciences, 29(sup1), S17-S27.
  • Close, G. L., Tredrea, S., & Morton, J. P. (2022). The environmental impact of elite athlete dietary choices: a narrative review. European Journal of Sport Science, 22(10), 1541-1552.
  • Heard, A. (2020). Sustainable Sports Nutrition: An Overview. Current Sports Medicine Reports, 19(11), 469-475.
  • Poore, J., & Nemecek, T. (2018). Reducing food’s environmental impacts through producers and consumers. Science, 360(6392), 987-992.
  • Rogerson, D. (2017). Vegan diets for athletes: a review. Journal of the International Society of Sports Nutrition, 14(1), 36.

Texto escrito pela FourLab Nutrition – totalmente baseado em artigos científicos.

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Training Low, Compete High e Gut Training: as estratégias que transformam a performance no endurance https://fourlabnutrition.com.br/training-low-compete-high-e-gut-training-as-estrategias-que-transformam-a-performance-no-endurance/ https://fourlabnutrition.com.br/training-low-compete-high-e-gut-training-as-estrategias-que-transformam-a-performance-no-endurance/#comments Sun, 21 Dec 2025 22:02:42 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=2479 Quando falamos em performance no endurance, a nutrição vai muito além de “comer bem”. Hoje sabemos que o modo como manipulamos o consumo de carboidratos ao longo do treino pode modular adaptações fisiológicas, otimizar o uso de substratos energéticos e preparar o corpo para competir em alta intensidade.

Três estratégias têm se destacado nesse contexto: training low, compete high e gut training — e entender como aplicá-las, de forma individualizada e com suporte de uma boa suplementação, pode fazer toda diferença nos resultados.

✅ Training Low: treinar com baixos estoques de carboidrato

A estratégia de training low consiste em realizar alguns treinos com os estoques de glicogênio muscular reduzidos — seja treinando em jejum, após uma sessão anterior intensa ou reduzindo a ingestão de carboidratos entre os treinos.

O objetivo não é “sofrer mais”, mas estimular adaptações metabólicas importantes, como:

✔ Aumento da oxidação de gordura durante o exercício;
✔ Maior eficiência mitocondrial;
✔ Melhoria na sinalização celular associada à resistência muscular.

Essas sessões devem ser pontuais e planejadas dentro de uma periodização nutricional. Elas não substituem os treinos com alta disponibilidade de energia, mas complementam o processo adaptativo.

✅ Compete High: competir com alto aporte de carboidratos

O dia da prova é o momento de colocar energia disponível em abundância. O conceito de compete high defende que o atleta deve maximizar a disponibilidade de carboidrato antes e durante a competição — o oposto do training low

Estratégias incluem:
✔ Carb-loading nos dias que antecedem o evento (8–12g/kg/dia);
✔ Consumo adequado antes da prova (1–4g/kg até 4h antes);
✔ Ingestão contínua de carboidratos durante o exercício (30–120g/h, conforme intensidade e duração).

Essa abordagem garante que o glicogênio esteja cheio e que haja suprimento constante de glicose para o sistema nervoso e muscular.

✅ Gut Training: treinar o intestino para absorver mais

O gut training é o elo entre as duas estratégias anteriores. De nada adianta planejar um consumo de 120g de carboidratos por hora se o intestino não estiver adaptado a essa carga.

A ideia é treinar o trato gastrointestinal da mesma forma que treinamos o músculo: expondo-o progressivamente a volumes maiores de carboidrato durante os treinos.

Isso melhora:
✔ A tolerância intestinal;
✔ A absorção de glicose e frutose;
✔ A utilização simultânea de diferentes transportadores (SGLT1 e GLUT5);
✔ E reduz sintomas gastrointestinais comuns em provas longas.

📌 Como combinar as estratégias

As três estratégias não competem entre si — elas se complementam dentro de uma periodização nutricional.

Use o training low em dias de treino leve a moderado para induzir adaptações metabólicas.

Reserve o compete high para treinos-chave e competições, garantindo energia e performance máxima.

E mantenha o gut training como rotina nos treinos longos, para otimizar tolerância e absorção.

O segredo está em saber quando reduzir e quando abastecer.

Não é sobre “mais ou menos carboidrato”, mas sobre estratégia. Alternar momentos de baixa e alta disponibilidade energética e adaptar o intestino para suportar volumes maiores de substratos são pilares da performance.

Com a combinação certa entre training low, compete high e gut training, você consegue maximizar adaptações, melhorar performance e reduzir desconfortos gastrointestinais — evoluindo de forma inteligente e sustentável.

Referências:

Jeukendrup, A. E. (2017). Training the gut for carbohydrate intake during exercise. Sports Medicine, 47(Suppl 1), 101–110.

Jeukendrup, A. E. (2013). Nutrition for endurance sports: Marathon, triathlon, and road cycling. Journal of Sports Sciences, 29(sup1), S91–S99.

Burke, L. M., et al. (2018). Carbohydrate availability and training adaptation: Too much of a good thing? European Journal of Sport Science, 18(1), 45–55.

Stellingwerff, T., & Cox, G. R. (2014). Systematic review: Carbohydrate supplementation on endurance performance. Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism, 39(9), 998–1011.

Texto escrito por Lucas Mendonça | Nutricionista Esportivo CRN10 13423

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Psicologia do Esporte no Triathlon: 6 Dicas Mentais para Iniciantes Construírem Performance com Equilíbrio https://fourlabnutrition.com.br/psicologia-do-esporte-no-triathlon-6-dicas-mentais-para-iniciantes-construirem-performance-com-equilibrio/ https://fourlabnutrition.com.br/psicologia-do-esporte-no-triathlon-6-dicas-mentais-para-iniciantes-construirem-performance-com-equilibrio/#respond Mon, 01 Dec 2025 21:31:06 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=2279 Triathlon: o corpo começa, mas é a mente que sustenta

Quando comecei no triathlon, não foi com um Ironman. Foram muitos triathlons sprint, depois os olímpicos, meio Ironman, meia maratona, maratona… e, com o tempo, o Ironman. Fui vivendo cada etapa e desfrutando da minha jornada. Errando, aprendendo, ganhando confiança e, principalmente, respeitando o tempo do corpo — e da mente.

Logo no início, busquei uma assessoria esportiva e tive o privilégio de encontrar treinadores que não só entendiam o triathlon na teoria, mas o viviam na prática. Essa combinação fez toda a diferença. Me ajudou a entender que, no esporte, o percurso importa tanto quanto a linha de chegada.

Hoje, observo o movimento de muitas pessoas entrando no triathlon com o pé no acelerador — iniciantes que mal sabem nadar e já estão inscritos em provas de 70.3. E me pergunto: o que essa pressa diz sobre os nossos tempos e nossa relação com o esporte?

Vivemos numa cultura que nos exige performance por todos os lados: no esporte, no trabalho, na relações e até mesmo quando dormimos. Tudo é meta, resultado, superação. Mas será que estamos, de fato, buscando o viver o esporte — ou apenas um lugar de pertencimento, uma forma de reconhecimento no social?

Talvez estejamos, sem perceber, repetindo no esporte o mesmo ritmo exaustivo que tentamos desacelerar na vida, quando calçamos o tênis pra correr ou subimos na bike para treinar e curtir o nosso hobby.

E é justamente aqui que entram as estratégias mentais. Construir performance com equilíbrio passa por aprender a desacelerar por dentro — mesmo enquanto o corpo acelera.

A seguir, compartilho seis práticas que podem ajudar quem está começando no triathlon a viver o esporte com mais consciência, prazer e propósito.

1 • O triathlon cabe na sua vida agora?

Antes de se inscrever na próxima prova de Ironman, pare por um instante e se pergunte: será que o triathlon cabe na minha vida hoje?

Essa pergunta, simples e honesta, é o primeiro passo para que o esporte seja um espaço de saúde — e não mais uma fonte de cobrança. Treinar com propósito exige coerência entre o que se deseja e o que é possível sustentar. 

O triathlon precisa se somar à vida, e não competir com ela.

2 • Paciência também é treino.

No início, o entusiasmo é combustível — mas pode virar um fogo de palha. A pressa por resultados costuma encobrir a parte mais rica da experiência: o aprendizado.

A constância nasce quando o prazer está no processo, não apenas na linha de chegada. Quem aprende a apreciar o treino como uma experiência de autoconhecimento — e não só de desempenho — constrói uma relação mais sólida e duradoura com o esporte.

Pular etapas é como tentar nadar antes de aprender a respirar.

3 • Evite comparações: o seu percurso é o seu treino.

Comparar é humano, mas é também uma armadilha. O pace do outro, a bike do outro, a evolução do outro… tudo isso pode minar a motivação se o olhar se volta apenas para fora. Mas o verdadeiro progresso começa quando a régua passa a ser interna.

Quando você olha para si e reconhece pequenos avanços: uma respiração mais estável, uma mente mais calma, um treino concluído apesar do cansaço. A performance nasce do encontro entre consistência e autoconhecimento — não da comparação.

4 • Equipamento ajuda, mas não resolve.

Nenhum capacete aero substitui uma mente presente. A tecnologia é uma aliada, mas não é o que sustenta o atleta.

O que sustenta mesmo é a confiança construída aos poucos — com treino, experiência e enfrentamento. Porém, quando a autoconfiança se apoia apenas em fatores externos, ela é frágil.

Quando nasce da experiência e do enfrentamento de si, ela se torna estável e silenciosa.

O equipamento é o meio, a preparação mental física e mental são os combustíveis.

5 • Busque profissionais que vivam o triathlon na prática

O triathlon é um esporte complexo,  físico, técnico e emocional. Ter ao lado profissionais que entendem essa complexidade faz diferença real.

Um psicólogo do esporte pode ajudar a desenvolver habilidades mentais essenciais, como:

  • Lidar com a ansiedade pré-prova;
  • Treinar o foco e a atenção durante o esforço;
  • Usar a visualização como ferramenta de regulação;
  • Aprender estratégias de diálogo interno;
  • Ressignificar erros e imprevistos.

Essas habilidades fortalecem o atleta por dentro — e criam uma base de estabilidade que sustenta o desempenho com prazer e propósito.

6 • A mente também se treina

Assim como o corpo precisa de estímulo e recuperação, a mente também precisa de treino e descanso.

Ferramentas como mindfulness, visualização, respiração consciente e definição de metas realistas ajudam o atleta a desenvolver autorregulação emocional, que e a  capacidade de se manter centrado mesmo quando o corpo pede pausa e a cabeça grita por desistir.

Essas práticas não servem só para competir melhor, mas para viver melhor o processo. Porque, no fim das contas, o triathlon é menos sobre vencer o outro — e mais sobre aprender a fluir entre esforço e prazer.

Para fechar

O triathlon, quando vivido com presença e paciência, se torna uma metáfora da vida: um percurso longo, cheio de imprevistos, em que corpo e mente aprendem a conversar. A pressa por resultados pode até trazer medalhas, mas é o respeito pelo processo que traz sentido. No fim, o que fica não é o tempo final — é a transformação que acontece dentro da gente, treino após treino.

Texto escrito por Paula Figueira é psicanalista, especialista em psicologia esportiva e triatleta amadora há 11 anos.

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10 Dicas Essenciais para se Preparar para uma Prova de MTB ou Maratona https://fourlabnutrition.com.br/10-dicas-essenciais-para-se-preparar-para-uma-prova-de-mtb-ou-maratona/ https://fourlabnutrition.com.br/10-dicas-essenciais-para-se-preparar-para-uma-prova-de-mtb-ou-maratona/#comments Wed, 27 Aug 2025 21:12:33 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=1348 Provas de endurance, como competições de mountain bike (MTB) ou maratonas, exigem muito mais do que apenas força física. Elas demandam resistência, estratégia, preparação mental e uma abordagem cuidadosa em relação ao treino, nutrição e suplementação. Para quem está se preparando para encarar esse tipo de desafio, o seu sucesso está em planejar cada detalhe com antecedência.

Neste artigo, você encontrará 10 dicas essenciais para garantir que você esteja pronto para dar o seu melhor no dia da prova. Vamos abordar desde estratégias de treino até cuidados com a alimentação e suplementação, tudo embasado em recomendações profissionais.

1. Planeje Seu Treinamento com Antecedência

A preparação para uma prova de endurance começa meses antes do evento. É importante estruturar um plano de treino que inclua treinos de base para desenvolver sua resistência com sessões de baixa intensidade e longa duração. Além disso, incorpore treinos intervalados para melhorar sua capacidade anaeróbica e potência com sessões de alta intensidade. Simulações de prova são cruciais; inclua treinos que reproduzam as condições da competição, como altimetria, terreno técnico (no caso do MTB) e duração semelhante à prova. Nas 2-3 semanas que antecedem a prova, reduza gradualmente o volume de treino, um processo conhecido como tapering, para permitir que seu corpo se recupere e esteja no auge no dia do evento.

Dica: Use ferramentas como planilhas de treino ou aplicativos de monitoramento (Strava, TrainingPeaks) para acompanhar sua evolução e garantir que o planejamento esteja sendo seguido.

2. Dê Atenção à Nutrição no Dia a Dia

A nutrição diária é tão importante quanto a alimentação no dia da prova. Para atletas de endurance, o foco deve estar em garantir um aporte adequado de macronutrientes. Carboidratos são a principal fonte de energia; inclua alimentos como arroz, batata, aveia e frutas em suas refeições. Proteínas são essenciais para a recuperação muscular; priorize fontes magras, como frango, peixe, ovos e leguminosas. Gorduras saudáveis fornecem energia de longa duração; inclua abacate, azeite de oliva, castanhas e sementes. Mantenha-se hidratado ao longo do dia e inclua eletrólitos em dias de treino intenso. Evite dietas restritivas nas semanas que antecedem a prova, pois o objetivo é garantir que seus estoques de energia (glicogênio) estejam cheios.

3. Treine Seu Intestino

Consumir alimentos e suplementos durante a prova é essencial para manter a energia, mas isso pode causar desconfortos gastrointestinais se o corpo não estiver acostumado. Por isso, é fundamental treinar seu intestino. Teste géis, bebidas esportivas e barras energéticas durante os treinos longos, consumindo pequenas quantidades de carboidratos (30-60g por hora) para treinar a absorção.

Dica: Nunca experimente algo novo no dia da prova. Use nos treinos os mesmos produtos que pretende consumir na competição para evitar surpresas desagradáveis.

4. Suplementação com FourLab

A suplementação pode ser um diferencial importante em provas de endurance, otimizando a energia, a hidratação e a recuperação. A FourLab Nutrition oferece uma gama de produtos desenvolvidos para atender a essas necessidades:

  • Carboidratos para Energia Rápida e Sustentada: Para manter os níveis de energia durante a prova, você pode contar com o Energy Gel (disponível em sachê ou refil, incluindo a versão Chocomenta com cafeína), que fornece glicose e frutose para rápida absorção. Para uma carga maior de carboidratos, o C90 (1:0,8), oferece 90g de carboidratos com a proporção de 1:0,8 de maltodextrina e frutose, a mais indicada para exercícios de alta intensidade segundo o Jeukendrup. O Intratreino combina carboidratos de longa duração com proteína para energia e força muscular.
  • Eletrólitos para Hidratação: Para evitar cãibras e desidratação, a reposição de eletrólitos é fundamental. As Cápsulas de Sais Minerais são ideais para isso. Alternativamente, o HydraFour é um repositor completo de eletrólitos e minerais, com carboidratos de rápida absorção.
  • Cafeína para Foco e Resistência: Para melhorar o foco, reduzir a percepção de esforço e aumentar a resistência, a cafeína é um excelente recurso. Além do Energy Gel Chocomenta, o C90 CAF (1:0,8) combina carboidratos com 200mg de cafeína. O Pré Treino também contém cafeína para mais energia e disposição. Para uma liberação prolongada, o Termogênico Cafeína & TCM é uma ótima opção.
  • Beta-Alanina para Retardar a Fadiga: Para ajudar a tamponar o ácido lático e retardar a fadiga muscular, a Beta Alanina é um suplemento chave.
  • Bicarbonato de Sódio para Alta Intensidade: Para provas de alta intensidade, o Bicarbonato de Sódio em Cápsulas gastroresistentes pode ser útil, mas deve ser testado previamente para evitar desconfortos gastrointestinais.

Consulte um nutricionista esportivo para personalizar sua estratégia de suplementação, garantindo que os produtos FourLab sejam integrados de forma otimizada ao seu plano.

5. Simule as Condições da Prova

Conhecer o percurso e as condições da competição é essencial para evitar surpresas. Se possível, treine no mesmo terreno ou em condições semelhantes (altimetria, tipo de solo, clima). Ajuste sua bike ou equipamento para o percurso; no caso do MTB, isso pode incluir a escolha de pneus adequados e o ajuste da suspensão. Teste sua estratégia de alimentação e hidratação em treinos longos, garantindo que tudo funcione perfeitamente.

Dica: Estude o mapa da prova e identifique pontos críticos, como subidas longas ou áreas técnicas, para planejar sua abordagem.

6. Priorize o Sono e a Recuperação

A recuperação é tão importante quanto o treino. Durante o sono, o corpo repara os músculos e consolida as adaptações do treino. Procure dormir pelo menos 7-9 horas por noite. Inclua dias de descanso ativo (treinos leves) e semanas de recuperação no seu planejamento para evitar o overtraining e garantir que seu corpo esteja pronto para o próximo estímulo.

7. Monte Sua Estratégia de Hidratação

A desidratação pode comprometer seriamente sua performance. Durante a prova, beba pequenas quantidades de água regularmente (150-250ml a cada 15-20 minutos). É crucial incluir eletrólitos para repor sódio, potássio e magnésio perdidos pelo suor, especialmente em climas quentes ou em esforços prolongados. Ajuste sua hidratação de acordo com o clima e a duração da prova. Pese-se antes e depois dos treinos longos para estimar sua taxa de sudorese e ajustar a reposição de líquidos de forma mais precisa.

8. Prepare Seu Equipamento

No caso do MTB, o equipamento pode ser um fator decisivo. Certifique-se de que sua bike está em perfeitas condições: verifique os freios, câmbio, suspensão e pneus. Leve um kit de reparo básico (câmara de ar, bomba, espátula, multitool) para imprevistos. Ajuste sua bike para o percurso, considerando a pressão dos pneus e o tipo de pneu mais adequado.

Dica: Faça uma revisão completa na bike na semana que antecede a prova para garantir que não haverá falhas mecânicas.

9. Cuide do Aspecto Mental

Provas de endurance são tão desafiadoras mentalmente quanto fisicamente. Para se preparar, visualize o percurso e imagine-se passando os momentos difíceis. Divida a prova em partes menores para torná-la mais gerenciável e use mantras ou frases motivacionais para manter o foco. Treine sua mente durante os treinos longos, simulando o cansaço e os desafios que enfrentará na prova.

10. Planeje o Dia da Prova

No dia da competição, cada detalhe conta. Certifique-se de acordar com tempo suficiente para se alimentar e se preparar sem pressa. Consuma uma refeição rica em carboidratos 2-3 horas antes da largada para garantir energia. Chegue ao local com antecedência para evitar imprevistos e ter tempo de se aquecer. Revise sua estratégia de alimentação, hidratação e pacing.

Dica: Faça uma checklist com tudo o que precisa levar (equipamento, suplementos, roupas, etc.) para não esquecer nada importante.

Conclusão

Provas de endurance no MTB ou maratonas são desafios incríveis que exigem preparação física, mental e estratégica. Seguindo essas 10 dicas, você estará mais bem preparado para enfrentar a competição e alcançar o seu melhor desempenho.

Lembre-se: o sucesso não está apenas no dia da prova, mas em todo o planejamento e dedicação que você coloca ao longo do caminho.

Referências

  • Gough, L. A., Deb, S. K., Sparks, S. A., & McNaughton, L. R. (2018). Sodium bicarbonate improves 4 km time trial cycling performance when individualised to time to peak blood bicarbonate in trained male cyclists. Journal of Sports Sciences, 36(15), 1705-1712.
  • Lopes-Silva, J. P., Reale, R., & Franchini, E. (2019). Acute and chronic effect of sodium bicarbonate ingestion on Wingate test performance: a systematic review and meta-analysis. Journal of Sports Sciences, 37(7), 762-771.
  • Jeukendrup, A. E. (2014). A step towards personalized sports nutrition: carbohydrate intake during exercise. Sports Medicine, 44(Suppl 1), S25-S33.
  • Burke, L. M., et al. (2011). Carbohydrates for training and competition. Journal of Sports Sciences, 29(sup1), S17-S27.
  • Spriet, L. L. (2014). Exercise and sport performance with caffeine ingestion: a meta-analysis. Sports Medicine, 44(2), 151-163.

Escrito por FourLab Nutrition – baseado em referências científicas e recomendações profissionais

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Quando os Bons Dias se Tornam Raros https://fourlabnutrition.com.br/quando-os-bons-dias-se-tornam-raros/ https://fourlabnutrition.com.br/quando-os-bons-dias-se-tornam-raros/#comments Wed, 13 Aug 2025 01:27:25 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=1284 Nada melhor para um ciclista do que um bom dia sobre a bike. Pernas boas, frequência cardíaca controlada, ótimo humor. Do jeito que tem que ser! Mas, muitas vezes, esses dias vão se tornando cada vez mais raros. Principalmente para aqueles atletas amadores extremamente disciplinados e compromissados com as planilhas…

Numa explicação simplória de fisiologia, o processo de treinamento é baseado na sequência: treino (estímulo), recuperação, supercompensação. E assim vamos criando um “maquinário” cada vez mais potente. A maioria dos atletas e treinadores usa os dados do TP para gerir os treinos: CTL, ATL, TSB e etc. O grande problema é que esses dados são baseados basicamente em 3 métricas: duração, intensidade e frequência. E só.

Em um mundo mágico, bastante distante de nós, amadores, esses dados podem até ser os únicos e principais. Mas, no mundo real, entram horas de sono, compromissos, boletos, família, filho doente, horas extras e etc… Um “TSS” real muito maior do que aquele na tela do TP.

Num primeiro momento, nosso corpo “dá um jeito”, se adapta. Trabalha relativamente bem num ambiente interno caótico. Mas esse esforço sobre-humano tem hora marcada para acabar. A resposta inicial é a queda de performance. Os dias ruins começaram. E é o início da bola de neve!

Adivinha qual é a resposta inicial dos atletas ao perceberem a queda de performance? Treinar mais! Espremer mais o dia a dia para aumentar horas, colocar mais intensidade nos treinos, tirar horas de sono, faltar compromissos familiares… Um ciclo vicioso.

Sim, você pode estar cansado demais, fadigado demais para ter um bom dia.

O corpo dá sinais claros, mas muitas vezes, mesmo percebendo esses sinais, insistimos em ignorá-los e, pior, aumentamos a carga. Frequência cardíaca de repouso aumentada, dificuldade em alcançar a intensidade nos estímulos, humor deprimido, sair para treinar — o que antes era um prazer — se torna um suplício. Os hormônios se alteram, mas… “No pain, no gain”, “Missão dada é missão cumprida!”.

No livro, isso se chama overtraining ou overreaching. Na prática, você pode estar cansado demais para ter um velho e bom dia sobre a bike.

Escrito por Dr. Thiago Carvalho Machado – médico urologista/medicina do esporte.

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O que a fragilidade de um campeão do Tour de France nos ensina sobre performance https://fourlabnutrition.com.br/o-que-a-fragilidade-de-um-campeao-do-tour-de-france-nos-ensina-sobre-performance/ https://fourlabnutrition.com.br/o-que-a-fragilidade-de-um-campeao-do-tour-de-france-nos-ensina-sobre-performance/#respond Wed, 23 Jul 2025 17:26:29 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=1159 Julho, pra mim, é o mês em que eu tiro um tempo nas minhas manhãs e sento no sofá, às vezes pedalando no rolo, e até preparando o almoço e acompanho, com o coração acelerado, o Tour de France. Mais do que uma competição de ciclismo, o Tour é um espetáculo sobre corpo, mente, estratégia, resistência e emoção.

Sou fã de carteirinha de dois nomes que dominam a cena do ciclismo na atualidade: Tadej Pogačar e Jonas Vingegaard. A rivalidade entre eles tem sido uma das mais emocionantes dos últimos tempos — competitiva, intensa, mas respeitosa. E o mais interessante é que, embora eles estejam lado a lado nas conquistas, cada um representa um tipo diferente de atleta. Pogačar parece ser feito de aço: explosivo, técnico, enigmático. Jonas é um pouco mais contido, mais estratégico, mais discreto. Mas na temporada passada do Tour, onde podemos acompanhar um recorte dos bastidores na série documental da Netflix – Tour de France “au coeur du peloton”, ele me tocou de um jeito diferente. Me vi profundamente impactada por algo que ultrapassou qualquer performance na montanha: a coragem` de mostrar fragilidade.

Em abril de 2024, Jonas sofreu um acidente gravíssimo no País Basco. Ficou dias hospitalizado, um susto enorme — pra ele, pra sua equipe e pra todo mundo que acompanha o ciclismo profissional. Ele teve uma recuperação surpreendente: pouco mais de um mês depois do acidente, já estava pedalando novamente. É impressionante o que o corpo de um atleta de elite pode fazer, mas como psicóloga, eu não consigo deixar de pensar no lado emocional da coisa: o trauma, o medo de cair de novo, a dúvida sobre voltar a ser competitivo. Essa lesão não cicatriza com fisioterapia!

Na série da Netflix que acompanha o Tour,  Vingegaard aparece em momentos que, pra mim, valem mais do que vestir le maillot jaune. Ele fala abertamente sobre o medo, sobre a insegurança nas descidas e em terrenos muito técnicos. E aí ele diz algo que me marcou profundamente:

“Se fosse há 20 anos, eu jamais mostraria essa fragilidade.” 

Essa frase diz tanto! Diz sobre o que se esperava — e ainda se espera — de atletas de alto rendimento: perfeição, controle emocional, resiliência sem rachaduras. Mas também diz sobre uma nova era no esporte, onde mostrar vulnerabilidade não é fraqueza, é força.

Três meses depois de achar que poderia morrer, ele cruzou a linha de chegada como vencedor. Foi recebido com abraços e aplausos pela equipe, visivelmente emocionado. Logo depois, reencontrou sua esposa e a filha pequena, e naquele instante, ficou evidente que sua força não vinha só do desejo de competir. Vinha de um lugar mais íntimo, mais profundo: uma motivação intrínseca, movida pelo vínculo, pelo afeto, pela vontade de estar ali por inteiro — não apenas para vencer, mas para viver o que realmente importa com quem importa. É essa motivação que sustenta os grandes atletas quando a dor aperta, quando o medo aparece, quando a dúvida vem.

Em esportes de endurance como o ciclismo e o triathlom a gente fala muito sobre resistência. Sobre treinar o corpo, construir base, subir FTP, manter a cadência. Mas será que a gente fala o suficiente sobre o que se passa dentro de nossas cabeças e de nossos corações? Sobre o medo de não dar conta, o impacto emocional de uma lesão, o buraco que fica depois de uma prova ruim ou de uma interrupção forçada no ciclo de treinos?

A história do Vingegaard me fez pensar — mais uma vez — sobre a importância de dar espaço pra saúde mental dentro da lógica da performance. E não falo isso só como psicóloga que já acompanhou muitos atletas que passaram por isso. Mas também como alguém que já teve que pausar treinos por lesão, já lidou com o medo de voltar, já se cobrou mais do que devia e precisou reavaliar suas próprias metas. Óbvio que bem longe da experiência de um atleta do Tour de France. Mas reconhecer o medo, aceitar a pausa, contar com apoio, faz parte do processo. É isso que constrói uma carreira e uma vida esportiva mais duradoura e com mais sentido.

Pogačar venceu o Tour de 2024. E segue sendo, talvez, o maior de todos os tempos. Jonas foi vice-campeão, mesmo depois de tudo passar por tudo isso, e ainda conseguiu vencer uma etapa dura. Os dois são incríveis, mas nessa temporada, quem ganhou meu coração foi o Jonas. Pelo que ele viveu, pelo que ele mostrou, pelo que ele teve coragem de dizer.

E pra quem vive o endurance — seja no ciclismo, na corrida ou no triathlon — vale refletir:
Não é só sobre vencer, é sobre como a gente se reconstrói entre uma prova e outra e como a gente se cuida enquanto segue nossos percursos.

Paula Figueira
 Psicóloga do Esporte | Triatleta amadora

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Técnicas de respiração: melhore seu desempenho esportivo com “pranayamas” https://fourlabnutrition.com.br/tecnicas-de-respiracao-melhore-seu-desempenho-esportivo-com-pranayamas/ https://fourlabnutrition.com.br/tecnicas-de-respiracao-melhore-seu-desempenho-esportivo-com-pranayamas/#comments Tue, 10 Jun 2025 10:33:16 +0000 https://fourlabnutrition.com.br/?p=1007 Respirar é algo que todos fazemos automaticamente, mas você sabia que a forma como respiramos pode transformar seu desempenho esportivo? Existem técnicas de respiração, chamadas de pranayamas no yoga, que estão ganhando destaque na otimização da performance de atletas, seja amadores ou profissionais.

Benefícios da respiração no esporte

Desenvolver uma boa técnica de respiração pode ser um diferencial significativo no esporte. Dentre alguns dos benefícios comprovados, está o aumento da capacidade pulmonar, através do uso da técnica chamada Kapalabhati. 

Além disso, é comprovado que determinados pranayamas podem reduzir os níveis de lactato, promovendo uma recuperação muscular mais eficaz, como apontado pela “Journal of Bodywork and Movement Therapies”.

E não poderíamos deixar de falar do quanto essas técnicas ajudam na redução do estresse por meio do equilíbrio do sistema nervoso. 

O fato é que incorporar pranayamas nos treinos, não é apenas uma moda passageira, mas uma estratégia comprovada para equilibrar corpo e mente, proporcionando bem-estar e melhor desempenho. 

Como integrar Pranayamas na rotina?

  • Antes do treino: prefira técnicas estimulantes, que melhoram a disposição e promovam energia/ aquecimento para o corpo.
  • Durante o treino: a respiração profunda aumenta o foco e melhora a oxigenação, entretanto o uso de técnicas dividida em “tempos” pode ser ideal em alguns momentos.
  • Após o treino: técnicas calmantes, como a Nadi Shodhana (respiração alternada das narinas).

Já experimentou alguma dessas técnicas? Convido você a explorá-las e perceber como pequenas mudanças na respiração podem trazer grandes resultados. 

Quer saber mais?

  • Pesquise por estudos sobre “Kapalabhati” e aumento da capacidade pulmonar no Journal of Clinical Psychology””.
  • Busque artigos sobre “Bhramari” e sua influência na recuperação muscular, no Journal of Bodywork and Movement Therapies.
  • Verifique pesquisas relacionadas a “Nadi Shodhana” e redução do estresse em atletas no International Journal of Yoga.
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